
REFLEXÃO ENTRE NÓS
74. Vida valiosa
Fortaleza, 04 de
setembro de 2016
por Aníbal
Albuquerque
"Suicídio?
Recordei as acusações dos seres perversos das sombras." André Luiz, livro
Nosso Lar, psicografia de Chico Xavier
Estamos no setembro
amarelo, mês internacional da prevenção ao suicídio.
É um tema delicado
de ser tratado e exposto, mas não podemos fechar os olhos e omitir algo que
precisa ser cuidado com o máximo de carinho e a atenção necessária.
O objetivo da
campanha é chamar a atenção para o problema (que muitas vezes vai surgindo de
forma lenta e silenciosa) e evitar que as pessoas permaneçam sem informações e
o mundo perca tantas vidas.
O convite que
fazemos hoje é para que despertemos para a relação que o suicídio tem com
coisas que não costumamos pensar, tais como emoções negativas do dia a dia e
com hábitos não saudáveis.
O ensinamento vem do
livro Nosso Lar, psicografia de Chico Xavier, em que o autor e personagem, o
Espírito André Luiz é acusado de suicídio, pecha que ele não aceita e não
entende, pois tem a convicção de que faleceu em consequência de doença.
Quando em tratamento
no hospital na colônia Nosso Lar, André Luiz, ao receber a visita do médico e
ouvir novamente a palavra suicida, comenta: "- Creio haja engano -
asseverei, melindrado -, meu regresso do mundo não teve essa causa. Lutei mais
de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer a morte. Sofri duas
operações graves, devido a oclusão intestinal..." Continua o médico:
"- Sim - esclareceu o médico, demonstrando a mesma serenidade superior -,
mas a oclusão radicava-se em causas profundas. (...) - Vejamos a zona
intestinal - exclamou. - A oclusão derivava de elementos cancerosos, e estes,
por sua vez, de algumas leviandades do meu estimado irmão, no campo da sífilis.
A moléstia talvez não assumisse características tão graves, se o seu
procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da
fraternidade e da temperança. (...). Nunca imaginou que a cólera fosse
manancial de forças negativas para nós mesmos? A ausência de autodomínio, a
inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem
refletir, (...). Tal circunstância agravou, de muito, o seu estado físico.
(...), continuou: - Já observou, meu amigo, que seu fígado foi maltratado pela
sua própria ação; que os rins foram esquecidos, com terrível menosprezo às
dádivas sagradas? (...). Parecendo desconhecer a angústia que me oprimia,
continuava o médico, esclarecendo: - Os órgãos do corpo somático possuem
incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor. (...). Todo o aparelho
gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas,
aparentemente sem importância. (...). Como vê, o suicídio é
incontestável."
É preciso que
tenhamos consciência e nos lembremos sempre do que foi dito pelo médico: o
estado de humor, o relacionamento com os outros e as emoções são fundamentais
para a nossa saúde psíquica e física. Gradativamente, devemos buscar o
equilíbrio no pensar, no agir, no falar, no julgar, no olhar, no ouvir, no
comer e no beber. Os excessos são extremamente prejudiciais à vida.
Para uma melhor
compreensão, podemos fazer uma analogia da energia que temos, a vitalidade, com
uma bateria de um carro. Ela sai de fábrica dimensionada para uma vida útil em
torno de dois anos, mas caso seja usada excessivamente e de forma descuidada, ela
não durará o tempo previsto. Assim também somos nós. Quantos tratamentos nos
submetemos por nossa falta de cuidado com a saúde?
A perspectiva
trazida por este artigo pode não ser muito agradável, mas não podemos fechar
nossos olhos e ouvidos para lições tão esclarecedoras. Então, para o setembro
amarelo pedimos uma reflexão também para esta outra perspectiva do suicídio,
ensinada por André Luiz.
A vida é muito
valiosa para ser desperdiçada.
Paz e Luz com o
mestre Jesus!
Onde estamos:
Facebook - entre2nós
Instagram -
entre2nos
YouTube - entre
nós
Blog -
entre2nos.blogspot.com.br
E-mail -
entre2nos@gmail.com
Twitter - @entre2nos
Texto - Aníbal
Albuquerque
Sugestão do título -
Lucas de Melo
Revisão - Idejane de
Melo
Criação da marca -
Weyne Vasconcelos