REFLEXÃO ENTRE NÓS
95. OBSESSÃO E
DESOBSESSÃO, SÓ O AMOR LIBERTA (1)
Fortaleza, 24 de
junho de 2017
por Aníbal
Albuquerque
"A obsessão,
qualquer que seja a sua natureza, é independente da mediunidade e se encontra,
de todos os graus, em grande número de pessoas que nunca ouviram falar de
espiritismo." Allan Kardec
O objetivo desse
artigo é desmistificar a compreensão sobre a obsessão espírita e,
principalmente, sobre a figura do obsessor e a sua relação com o obsidiado.
O conteúdo que será
apresentado é fruto de uma palestra que elaborei e tenho, ultimamente,
apresentado em algumas casas espíritas. Para que fique mais didático, o artigo
será apresentado por partes.
Allan Kardec nos
ensina que esse tema não foi criado com a doutrina dos espíritos, mas data de
muitos séculos, como visto na Bíblia, onde encontramos passagens em que Jesus
dialoga e retira espíritos malfazejos das pessoas.
Nessa passagem
bíblica: "- Que queres de nós , Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir?
- Cale-se e saia dele!" (Marcos 1: 21 a 27).
Em outra passagem:
"Assim que Jesus saiu do barco, um homem daquela cidade foi encontrar-se
com ele. Esse homem estava dominado por demônios. Fazia muito tempo que ele
andava sem roupas e não morava numa casa, mas vivia nos túmulos do cemitério.
Quando viu Jesus, o homem deu um grito, caiu no chão diante dele e disse bem
alto: - Jesus, Filho do Deus Altíssimo! O que o senhor quer de mim? Por favor,
não me castigue! Ele disse isso porque Jesus havia mandado o espírito mau sair
dele. Esse espírito o havia agarrado muitas vezes. As pessoas chegaram até a
amarrar os pés e as mãos do homem com correntes de ferro, mas ele as quebrava,
e o demônio o levava para o deserto. Jesus perguntou a ele: - Como é que você
se chama? - O meu nome é Multidão! - respondeu ele. (Ele disse isso porque
muitos demônios tinham entrado nele.) Aí os demônios começaram a pedir com
insistência a Jesus que não os mandasse para o abismo. Os demônios pediram com
insistência a Jesus que os deixasse entrar nos porcos, e ele deixou. Então eles
saíram do homem e entraram nos porcos, que se atiraram morro abaixo, para
dentro do lago, e se afogaram. Muita gente foi ver o que havia acontecido.
Quando chegaram perto de Jesus, viram o homem de quem haviam saído os demônios.
E ficaram assustados porque ele estava sentado aos pés de Jesus, vestido e no
seu perfeito juízo." (Lucas 8: 27 a 33 e 35 ).
E, por último, essa
passagem em Marcos: "Um home que estava na multidão respondeu: - Mestre,
eu trouxe o meu filho para o senhor, porque ele está dominado por um espírito
mau e não pode falar. Sempre que o espírito ataca o meu filho, joga-o no chão,
e ele começa a espumar e a ranger os dentes; e ele está ficando cada vez mais
fraco. Já pedi aos discípulos do senhor que expulsassem o espírito, mas eles
não conseguiram. Quando o levaram, o espírito viu Jesus e sacudiu com força o
menino. Ele caiu e começou a rolar no chão, espumando pela boca. Aí Jesus
perguntou ao pai: - Quanto tempo faz que o seu filho está assim? Ele está assim
desde pequeno. Muitas vezes o espírito o joga no fogo e na água para matá-lo.
Mas, se o senhor pode, então nos ajude. Tenha pena de nós! Quando Jesus viu que
muita gente estava se juntando ao redor dele, ordenou ao espírito mau: -
Espírito surdo-mudo, saia desse menino e nunca mais entre nele! O espírito
gritou, sacudiu o menino e saiu dele, deixando-o como morto. Mas Jesus pegou o
menino pela mão e o ajudou a ficar de pé." (Marcos 9: 17 e 18, 20 a 22, 25
a 27)
Muitos ensinamentos
obtemos dessas passagens bíblicas, as quais o espiritismo veio nos acrescer com
outros ensinamentos sobre essa relação existente entre encarnados e
desencarnados, ao nos falar de espíritos imperfeitos buscam subjugar, comandar,
outros espíritos, encarnados ou desencarnados.
Há todo um
misticismo e um medo em torno dessa temática, principalmente, pelo medo que
temos de demônios (espíritos maus) entrarem dentro de nós. Na verdade, não é
bem assim, que ocorre, podendo dependendo da duração e da intensidade,
realmente, haver um domínio em um maior ou menor grau. Mas também é sabido, que
ao se conseguir afastar esses espíritos por meio do diálogo, a melhora de quem
estava sofrendo é imediata e impressiona quem está a observar.
No próximo artigo
será abordado a relação obsessor - obsidiado.
Paz e luz!
Texto - Aníbal
Albuquerque
Revisão - não
revisado
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